MORTOS EM GUERRAS AO LONGO DO TEMPO

Os custos dos conflitos em vidas humanas crescem constantemente.

Período…..Mortos em conflitos…..População mundial…..em % da popul. mundial

Séc. XVI———-1.600.000—————-493.300.000——————-0,32%

Séc. XVII———6.100.000—————-579.100.000——————-1,05%

Séc. XVIII——–7.000.000—————-757.400.000——————-0,92%

Séc. XIX——–19.400.000————–1.172.900.000——————-1,65%

Séc. XX——-109.700.000————–2.519.500.000——————-4,35%

Nota: os valores da população mundial são estimativas referentes ao meio do século.

Fonte: Relatório do Desenvolvimento Humano do PNUD-ONU, 2005, pág. 175

Creio que não é necessário fazer qualquer comentário porque os números falam por si.

Apenas quero deixar alguns pontos para reflexão:

a) A barbárie é contínua ao longo do tempo,

b) As guerras parecem funcionar como auto controlo da espécie humana,

c) No século XX o aumento da população mundial, devido a melhores condições de saúde, foi acompanhada de uma maior destruição de vidas humanas,

d) Os conflitos, tal como as classes sociais, reproduzem-se por todo o globo terrestre,

e) Uma grande parte da população nos países ricos vive dos rendimentos obtidos na produção de armas,

f) O egoísmo e os conflitos são inerentes à espécie humana.

g) Não é expectável qualquer melhoria nas próximas centenas de anos!

Eufemismos

Mulher pobre: Está prenha.

Mulher da classe média baixa: Está grávida.

Mulher da classe média alta: Está de parabéns.

Mulher da classe alta: Está de esperanças.

Conclusão: qualquer uma delas …… com um homem e vai ter uma criança!

Mortos em guerras até ao século XVI: despedaçados (com espadas)

Mortos em guerras até meados do século XX: mortos (com espingardas)

Mortos em guerras na segunda metade do século XX: baixas (com artilharia e bombas atómicas)

Mortos em guerras no início do século XXI: efeitos colaterais (com mísseis teleguiados)

Conclusão: o valor da vida humana depende da tecnologia utilizada na sua morte!

Qual dói mais: a Verdade ou a Mentira?

Parece-me lógico que a mentira deveria doer e a verdade não. Mas neste país à beira mar explorado, com o Povo vilipendiado, mal gerido e desgovernado, à sombra do neo-capitalismo internacional e extorquido por uma burguesia tacanha e bacoca em constantes desfiles de miséria intelectual, a Mentira só dói ao Povo sem que tenha oportunidade de afirmar a verdade.

A Verdade só dói aos poderosos porque não gostam de ouvir criticar as porcalhices que fazem, mas a Mentira adoram pô-la em prática porque só assim se mantêm na “crista da onda” sob a qual quem se lixa é o “mexilhão”.

A mim o que me dói é ver este Povo ignorante e ignorado, mal formado e desinformado, ser roubado na sua dignidade e o seu sangue, suor e lágrimas,  servirem para encher os bolsos de uma dúzia de famílias lacaias de interesses que fingem não existirem.

Dói-me a Verdade ser abafada pela Mentira.

Dói-me ver um “filme” que de tantas vezes visto as imagens presentes e passadas se confundem.

Mas … quem sou eu para alguma coisa me doer depois de tanta bordoada?

Vídeos que devem ser vistos!

EDUARDO GALEANO

Uruguaio – Eminente Escritor, jornalista e observador do Mundo.

A sua visão do mundo: www.youtube.com/watch?v=XN_Hcirqrmo

Vazio surdo-mudo: www.youtube.com/watch?v=jnGzGmXcjXI&feature=related

Ordem criminosa do mundo: 

(1):  www.youtube.com/watch?v=LD0-VtYenLQ&feature=related

(2):  www.youtube.com/watch?v=Eng0XDMHcB8&feature=related

 (3):  www.youtube.com/watch?v=gAgv1hRm9JI&feature=related

Estes vídeos mostram algumas (poucas) coisas que os meios de (des)informação estão proibidos de mostrar!

Peço Desculpa

Peço desculpa por ter nascido,

Peço desculpa por estar vivo,

Peço desculpa por ter aprendido qualquer coisa,

Peço desculpa por ser professor,

Peço desculpa por não ser educador de pais,

Peço desculpa por querer ensinar o que sei,

Peço desculpa por querer que os jovens aprendam alguma coisa,

Peço desculpa por querer que os jovens sejam socialmente educados,

Peço desculpa por não querer que os jovens sejam cordeiros mansos,

Peço desculpa por não querer que os jovens sejam indigentes intelectuais,

Peço desculpa por não concordar com as politicas de educação,

Peço desculpa por me parecer que a equipa governativa e os seus assessores são incompetentes e irresponsáveis,

Peço desculpa por acreditar que as politicas educativas têm por objectivo que o Povo português seja analfabeto real,

Peço desculpa por acreditar que as politicas educativas impedem a existência de respeito social por quem quer ensinar,

Peço desculpa por ter ensinado bem algumas coisas e o (des)governo querer ao contrário,

Peço desculpa por o pensamento ainda ser livre neste país,

Peço desculpa por trabalhar há 47 anos,

Peço desculpa por querer continuar a ensinar,

Peço desculpa,  mas …

NÃO ABDICO DE SER PROFESSOR!

CONTO DO ANTES DO NATAL

Era uma vez um animal oportunista, salazarento e arrivista, o qual vivia do lado norte de um deserto,  titulado por um curso superior que não tinha, feito numa universidade que não existia, mas com muitos amigos com as suas características. Ora, naquela época, e ainda hoje, os animais daquela espécie juntavam-se numa coisa parecida a um partido político, combinaram e juraram fidelidade uns aos outros, prometeram defenderem-se mutuamente e arranjar comida para todos.

Todos os animais daquela espécie aprenderam a trepar às árvores mais altas porque assim tinham a vantagem de dominarem toda a selva e colher os melhores frutos. Sempre que um caía logo os outros o ajudavam a subir de novo para outro galho bem posicionado. Não interessava, nem importa, que a àrvore secasse com tanto peso porque era logo arranjada com ramos de toda a selva.

Bem podiam, e podem, as outtras espécies reclamar, barafustar ou gritar porque nas alturas não se houve nada. Até porque há, habitualmente uma cortina de ruido intermédio, provocado por outras espécies menores, mas igualmente nefastas, que não deixam o som passar. Ora a algazarra era tanta que um animal da mesma espécie, muito mais velho e conhecedor daquela vida nas árvores, tendo, até,  subido à árvore mais alta que por ali existia, disse um dia, para toda a floresta ouvir, que aquela baralhada não podia continuar porque o sol tinha nascido para todos e não apenas para alguns, como está a acontecer.

Foi então que o animal, de si para si, pensou: ‘Eu não faço nada de mal, apenas distribuo os galhos pelos meus amigos e os seus conhecidos, como não ganhei milhões em sorteios nem empréstimos da familia a fundo perdido, não posso dar dinheiro, arranjo aquilo que posso.’

Entretanto, no meio da selva estava um macaco pensante a pensar: ‘como pode aquele animal ser bom se até o nome foi pilhado a um filosofo da antiguidade? aquilo deve ser doença hereditária!’. Tal como diz o provérbio: ‘sempre que mija um português mijam dois ou três’ aproximaram-se alguns habitantes da selva e puzeram-se também a pensar e a dar sugestões. Um deles avançou: “e se lhe dermos uma tareia quando ele descer?”, outro presente respondeu-lhe: “depois do mal feito já não há remédio.” outro retorquiu: “então e se lhe acertarmos com uma pedra pode ser que caia”, o pensante, na falta de melhores soluções, disse: “a ideia não é má, mas …”

Peço desculpa mas agora tenho que ir beber água, entretanto dêm soluções para o final do conto.

NÃO TE QUEIXAS NEM RECLAMAS PORQUÊ?

Há 33 anos que aconteceu o 25 de Abril e que acabou a PIDE, mais eufemisticamente chamada DGS, contudo as pessoas continuam a ter medo (?) ou vergonha (?) de reclamar os seus direitos e os direitos de quem não consegue reclamar.

É frequente assistir a situações em que as pessoas são ‘enganadas’, violentadas e ultrajadas nos seus direitos cívicos e constitucionais, quer seja na loja, no supermercado, no hospital, nas autarquias ou no tribunal. Será que as pessoas têm medo de uma nova PIDE, formada pelos partidos políticos e lacaios de quem tem Poder? ou será um ‘ensinamento’ que vem do tempo do salazarismo, transformada em facto sociológico? Na realidade o legalismo impera, e aqueles que forem apanhados nas suas malhas são estrupiados pelos bulldogs (e não são cães) de quem manda.

O ‘come e cala’ só aproveita ao oportunista. Por isso é que a classe política é formada por um enxame de incompetentes e os sucessivos governos têm desgovernado o país a seu belprazer. Não há reclamações, manifestações nem distúrbios com motivação política, por isso qualquer governante ou gestor público pode governar-se a si, os amigos e os apaniguados sem que nada lhes aconteça.

Reclama porque é hora de os oportunistas, ladrões e bandidos de toda a espécie sairem de onde estão!