CONTO DO ANTES DO NATAL

Era uma vez um animal oportunista, salazarento e arrivista, o qual vivia do lado norte de um deserto,  titulado por um curso superior que não tinha, feito numa universidade que não existia, mas com muitos amigos com as suas características. Ora, naquela época, e ainda hoje, os animais daquela espécie juntavam-se numa coisa parecida a um partido político, combinaram e juraram fidelidade uns aos outros, prometeram defenderem-se mutuamente e arranjar comida para todos.

Todos os animais daquela espécie aprenderam a trepar às árvores mais altas porque assim tinham a vantagem de dominarem toda a selva e colher os melhores frutos. Sempre que um caía logo os outros o ajudavam a subir de novo para outro galho bem posicionado. Não interessava, nem importa, que a àrvore secasse com tanto peso porque era logo arranjada com ramos de toda a selva.

Bem podiam, e podem, as outtras espécies reclamar, barafustar ou gritar porque nas alturas não se houve nada. Até porque há, habitualmente uma cortina de ruido intermédio, provocado por outras espécies menores, mas igualmente nefastas, que não deixam o som passar. Ora a algazarra era tanta que um animal da mesma espécie, muito mais velho e conhecedor daquela vida nas árvores, tendo, até,  subido à árvore mais alta que por ali existia, disse um dia, para toda a floresta ouvir, que aquela baralhada não podia continuar porque o sol tinha nascido para todos e não apenas para alguns, como está a acontecer.

Foi então que o animal, de si para si, pensou: ‘Eu não faço nada de mal, apenas distribuo os galhos pelos meus amigos e os seus conhecidos, como não ganhei milhões em sorteios nem empréstimos da familia a fundo perdido, não posso dar dinheiro, arranjo aquilo que posso.’

Entretanto, no meio da selva estava um macaco pensante a pensar: ‘como pode aquele animal ser bom se até o nome foi pilhado a um filosofo da antiguidade? aquilo deve ser doença hereditária!’. Tal como diz o provérbio: ‘sempre que mija um português mijam dois ou três’ aproximaram-se alguns habitantes da selva e puzeram-se também a pensar e a dar sugestões. Um deles avançou: “e se lhe dermos uma tareia quando ele descer?”, outro presente respondeu-lhe: “depois do mal feito já não há remédio.” outro retorquiu: “então e se lhe acertarmos com uma pedra pode ser que caia”, o pensante, na falta de melhores soluções, disse: “a ideia não é má, mas …”

Peço desculpa mas agora tenho que ir beber água, entretanto dêm soluções para o final do conto.

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