Vídeos que devem ser vistos!

EDUARDO GALEANO

Uruguaio – Eminente Escritor, jornalista e observador do Mundo.

A sua visão do mundo: www.youtube.com/watch?v=XN_Hcirqrmo

Vazio surdo-mudo: www.youtube.com/watch?v=jnGzGmXcjXI&feature=related

Ordem criminosa do mundo: 

(1):  www.youtube.com/watch?v=LD0-VtYenLQ&feature=related

(2):  www.youtube.com/watch?v=Eng0XDMHcB8&feature=related

 (3):  www.youtube.com/watch?v=gAgv1hRm9JI&feature=related

Estes vídeos mostram algumas (poucas) coisas que os meios de (des)informação estão proibidos de mostrar!

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Peço Desculpa

Peço desculpa por ter nascido,

Peço desculpa por estar vivo,

Peço desculpa por ter aprendido qualquer coisa,

Peço desculpa por ser professor,

Peço desculpa por não ser educador de pais,

Peço desculpa por querer ensinar o que sei,

Peço desculpa por querer que os jovens aprendam alguma coisa,

Peço desculpa por querer que os jovens sejam socialmente educados,

Peço desculpa por não querer que os jovens sejam cordeiros mansos,

Peço desculpa por não querer que os jovens sejam indigentes intelectuais,

Peço desculpa por não concordar com as politicas de educação,

Peço desculpa por me parecer que a equipa governativa e os seus assessores são incompetentes e irresponsáveis,

Peço desculpa por acreditar que as politicas educativas têm por objectivo que o Povo português seja analfabeto real,

Peço desculpa por acreditar que as politicas educativas impedem a existência de respeito social por quem quer ensinar,

Peço desculpa por ter ensinado bem algumas coisas e o (des)governo querer ao contrário,

Peço desculpa por o pensamento ainda ser livre neste país,

Peço desculpa por trabalhar há 47 anos,

Peço desculpa por querer continuar a ensinar,

Peço desculpa,  mas …

NÃO ABDICO DE SER PROFESSOR!

CONTRADIÇÕES … OU TALVEZ NÃO

Todos nós emitimos opiniões, fazemos “análises” e formulamos criticas. Contudo, nem sempre estamos devidamente informados, nem que seja apenas com os números oficiais. Relativamente ao quadro abaixo, com apenas aguns países, apenas quero deixar sugestões de análise e algumas questões.

Por um lado, devemos comparar o nível do PIB per capita dos paises ricos e dos países pobres com os países que recebem refugiados – repare-se que os países ricos recebem, na grande maioria, imigrantes pobres, enquanto os países pobres recebem famintos que fogem das guerras.

Por outro lado devemos comparar os países que são essencialmente exportadores de armas com os que são importadores desses “bens de consumo” necessários ao funcionamento do sistema mundial capitalista.

Que países produzem e vendem armas e em que países existem as guerras?

Existe um imenso negócio ‘clandestino’ de armamento. Quem produz e comercializa essas armas?

Quem domina o sistema económico e militar mundial?

Porquê existem as guerras?

O leitor que tire as conclusões!

 Quem tiver coragem que medite!

CONTO DO ANTES DO NATAL

Era uma vez um animal oportunista, salazarento e arrivista, o qual vivia do lado norte de um deserto,  titulado por um curso superior que não tinha, feito numa universidade que não existia, mas com muitos amigos com as suas características. Ora, naquela época, e ainda hoje, os animais daquela espécie juntavam-se numa coisa parecida a um partido político, combinaram e juraram fidelidade uns aos outros, prometeram defenderem-se mutuamente e arranjar comida para todos.

Todos os animais daquela espécie aprenderam a trepar às árvores mais altas porque assim tinham a vantagem de dominarem toda a selva e colher os melhores frutos. Sempre que um caía logo os outros o ajudavam a subir de novo para outro galho bem posicionado. Não interessava, nem importa, que a àrvore secasse com tanto peso porque era logo arranjada com ramos de toda a selva.

Bem podiam, e podem, as outtras espécies reclamar, barafustar ou gritar porque nas alturas não se houve nada. Até porque há, habitualmente uma cortina de ruido intermédio, provocado por outras espécies menores, mas igualmente nefastas, que não deixam o som passar. Ora a algazarra era tanta que um animal da mesma espécie, muito mais velho e conhecedor daquela vida nas árvores, tendo, até,  subido à árvore mais alta que por ali existia, disse um dia, para toda a floresta ouvir, que aquela baralhada não podia continuar porque o sol tinha nascido para todos e não apenas para alguns, como está a acontecer.

Foi então que o animal, de si para si, pensou: ‘Eu não faço nada de mal, apenas distribuo os galhos pelos meus amigos e os seus conhecidos, como não ganhei milhões em sorteios nem empréstimos da familia a fundo perdido, não posso dar dinheiro, arranjo aquilo que posso.’

Entretanto, no meio da selva estava um macaco pensante a pensar: ‘como pode aquele animal ser bom se até o nome foi pilhado a um filosofo da antiguidade? aquilo deve ser doença hereditária!’. Tal como diz o provérbio: ‘sempre que mija um português mijam dois ou três’ aproximaram-se alguns habitantes da selva e puzeram-se também a pensar e a dar sugestões. Um deles avançou: “e se lhe dermos uma tareia quando ele descer?”, outro presente respondeu-lhe: “depois do mal feito já não há remédio.” outro retorquiu: “então e se lhe acertarmos com uma pedra pode ser que caia”, o pensante, na falta de melhores soluções, disse: “a ideia não é má, mas …”

Peço desculpa mas agora tenho que ir beber água, entretanto dêm soluções para o final do conto.